A família de um bebê do sexo masculino, diagnosticado com morte encefálica na Santa Casa de Maringá, autorizou a doação dos órgãos. A morte encefálica foi confirmada no dia 08 de fevereiro. 

O procedimento de captação foi realizado na própria Santa Casa, por equipes de Maringá, São Paulo e do Rio Grande do Sul. 

De acordo com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes da Santa Casa de Maringá (CIHDOTT), em 2020 foram registradas 22 captações de órgãos no Hospital: 10 fígados, 42 rins, 01 pâncreas e 18 globos oculares.

Em entrevista ao HojeMais Maringá – veja a reportagem aqui-   Cristina Yurie Sekine – Coordenadora Substituta da Organização de Procura de Órgão de Maringá e região – destaca que as dificuldade para captação aumentaram durante a pandemia e que a abordagem da família é o momento mais delicado do processo já que é preciso contar que um ente querido se foi, mas que isso pode salvar a vida de outras pessoas.

Ela explica que a pandemia, e a impossibilidade de abraçar quem sofre a perda, deixou tudo ainda mais doloroso. 

“O abraço nesse momento é importante não só para a família que perdeu alguém querido, para o profissional da saúde também faz muita falta, nosso trabalho é muito gratificante, porque ajudamos a salvar vidas, mas ao mesmo tempo é muito sofrido, porque precisamos acompanhar todo o processo de perda.

Somos todos humanos e muitas vezes, o abraço da equipe médica é o único abraço que a pessoa em luto vai receber”, finaliza.

Fonte https://www.hojemais.com.br